quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Desqualificação europeia


Entendendo a importância de certos tribunais europeus integrarem membros portugueses, eis senão quando o Estado português chancelou 3 dos mais eminentes juristas nacionais, cujos méritos todos conhecem e reconhecem, nomeando-os como candidatos para tão importantes posições. Debalde! Veio de balde e a trote a triste notícia: todos rejeitados por falta de qualificações. Mas como? Como é possível? Como se pode duvidar na Europa da competência de tamanhas sapiências e ainda por cima com a garantia de qualidade que lhes confere a nomeação governamental? É como dizerem que o Cristiano Ronaldo não presta. Injuriado, decidiu o governo protestar contra tão injusta decisão, decerto com esconsos contornos políticos.
Outro balde se adivinha! Pena é que Portugal fique sem representantes em tão importante instância internacional; pena é que tão competentes juristas sejam marginalizados ou preteridos por gente com certeza não mais competente; pena é que, marrando contra a parede, ainda se ache que a escolha foi política; pena é que se ache que a nomeação governamental garante a qualificação automática dos nomeados; pena é que se ache que protestar muda a realidade. Finalmente direi: pena é que quem devia saber mais que ninguém como é que as coisas funcionam, não faça disso a mais pequena ideia. Enfim... ignorância é soda!

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