quinta-feira, 30 de abril de 2009

Titomania


Foto: Comemoração do primeiro ano da declaração unilateral de independência. Prishtina, Kosovo.

Tirando estes últimos tempos de alegria (por aqui, refira-se), nunca os Kosovares viveram tão bem como no período que mediou entre 1966 (era pós-Rankovic) e 1986 (período Milosevic). A prosperidade económica era patente e quem se quedou com todos os louros foi o Marechal Josip Bros, vulgo Tito, presidente da Jugoslávia na altura.
O Marechal Tito é alvo ainda hoje de nostalgia e afecto por estas bandas como nunca o foi, nem é, na Cróacia, onde nascera. É o líder, o mais esperto e o paizinho querido dos Kosovares, embora ultimamente em paralelo com Mr. Bill Lewinsky Clinton.

Uma anedota recorrente por aqui ilustra-o bem.
Certo dia o Presidente Americano convidou os grandes líderes mundiais para um jantar, entre os quais se incluiam Brejnev, presidente da URSS e o Marechal Tito. O jantar decorreu com muita pompa, e até os talheres eram em ouro de 24 kilates.
Ao se aperceber da qualidade dos talheres, o Tovaritch Brejnev logo se aprestou a, sorrateiramente, embolsar uma colher, sem que ninguém visse. Ou melhor, sem que quase ninguém o visse.
Já quase a passarem à sobremesa e no decurso da habitual conversa de diplomatas, o presidente anfitrião perguntou ao Marechal Tito: "Mas afinal, caro Marechal, como é que é o regime lá na Jugoslávia? Capitalismo mitigado, socialismo com reservas?..."
Respondeu o Marechal: "Na Jugoslávia tudo corre às mil maravilhas porque se trata de um regime mágico! Quer ver como é? Vou explicar! Estão a ver esta colher? Vou metê-la no meu bolso! E agora.... por mágica. Camarada Brejnev! quer fazer o favor de verificar se a colher está ou não está no seu bolso?"

Enfim, fica o registo.


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