terça-feira, 9 de junho de 2009

Lei das Quotas, actualizada nos Balcãs

Foto: Aplicação in loco da Lei das Cotas. Tirana, Albânia.




Não vou discutir a bondade ou maldade da lei das quotas a qual obriga a que as listas eleitorais para a Assembleia da República integrem 1/3 de mulheres. Pergunto porém: porquê só as mulheres? E mais: porquê só para a Assembleia da República?. Porque não para padeiros, leiteiros, taxistas e polícias? Só há discriminação na Assembleia da República? Há profissão mais discriminatória que a exercida na cozinha? Se é mulher que está debruçada sobre a panela, “é a cozinheira!”; se é homem, “é o Mestre de Cozinha, o sabichão da gastronomia!” (ou então está ali apenas para molhar o pão no molho sem a cozinheira ver).


Na Albânia dos dias de hoje, pós-comunista e membro da Nato, a legislação mostra-se muito mais avançada. A discriminação já não se combate com qualquer “Lei das quotas”. O que está a dar é a “Lei das Cotas”. Consiste esta em, indiscriminadamente, colocar as velhas à beira da reforma a picaretar as ruas e a plantar árvores no centro de Tirana. Faz bem à saúde, transforma os lares em centros de estágio, e as farmácias em lojas de L-Carnitina e Gatorade.


Assim, enquanto OS cotas morrem de ataques cardíacos, AS cotas transbordam saúde e energia. E com isso, a Assembleia legislativa albanesa irá reflectir, em breve, essa diferença. Como se vê, há 2 maneiras de combater a discriminação: a inteligente (a Albanesa) e a rápida (por lei, ou à laia de loja dos 300).

Sem comentários:

Enviar um comentário