Após um ano de variadas working activities, falando diariamente com counterparts, raramente passando mais que uns few leave days em Portugal, começa a instalar-se a dificuldade em encontrar as proper words para me expressar neste blog. Agora que passei a juiz criminal os appointments para os serious cases triplicaram, os indictments chovem às catadupas, os rulings sucedem-se, e a lei portuguesa começa a ser uma coisa que antes costumava sair automática mas que agora começa a engasgar, qual veículo sem uso.
Outro dos efeitos perversos – com particular efeito neste blog – é o facto de tudo o que achávamos estranho, ridículo, interessante e particular neste diferente canto europeu, passamos com o tempo, a achar normal, corriqueiro e sem interesse. Mas sempre sobra alguma coisa, como é o caso dos exemplos abaixo, ambos em Prishtina, capital.

Carro macho de Barba Rija: Alguém achou que o seu veículo tinha frio e decidiu agasalhá-lo com uma reconfortante alcatifa integral externa.
Heroína nacional nos tempos que correm: alguém achou que a corcunda da estátua da Madre Teresa - heroína nacional por estes lados – seria um desperdício de espaço e que, ao invés, bem poderia ser usado para propaganda (que por estes lados, até em cima da luz vermelha dos semáforos costuma aparecer). Não passou despercebido e rapidamente se emendou a mão nesse tamanho sacrilégio, remanescendo afinal alguns resíduos de cola e papel. Tamanha blasfémia só comparada com o uso do crucifixo para propaganda aos “pregos Tobia” (ou Faria, dependendo da versão).
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