sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Gato escondido

Uma das vertentes paralelas do meu trabalho aqui no Kosovo consiste em promover a transparência de processos, em consciencializar os mais variados actores judiciários em relação à corrupção, e em europeizar as enraizadas práticas procedimentais otomanas e comunistas, por vezes em detalhes como a publicitação de pautas de julgamentos, a criação de gabinetes de atendimento ao público à base de espaços abertos e comuns e de vidros (em vez de opacas paredes sem ouvidos) ou mesmo da aposição de placas identificativas de quem ocupa cada gabinete (o que evita os incómodos de quem bate a todas as portas, perguntando por informações até encontrar quem deseja). Em conformidade, e para total acesso ao conhecimento público, a função acompanha o nome em cada uma dessa placas identificativas, em línguas locais (albanês e sérvio) e - porque não? - em inglês. Lá foi preciso entrar novamente em acção a dita sensibilização: foi preciso explicar ao senhor do gabinete em questão que assessor jurídico, em inglês... não convém muito abreviar da forma como ele o fez. O problema foi explicar porquê. Mas lá resultou, e ele já mudou para Legal Assistant - sem abreviaturas, sem confusões!

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