Quando é discutível o associativismo institucional de certas profissões/funções, é fundamental saber agir com cautela. Há certos profissionais que, segundo a vox populi, para umas coisas não deveriam passar de meros funcionários públicos como os outros todos, mas para outras já não deveriam poder exercer livremente a sua liberdade de expressão porque têm uma especial responsabilidade social e estatutária de deverem dar o exemplo. Ou seja, normais nos direitos, mas especiais nos deveres. Neste paradoxo de base, uma associação com funções também sindicais dificilmente poderá ser devidamente presidida por quem se encontre limitado nessa função por, simultaneamente, ter que desempenhar outra função onde o direito de expressão sofre, compreensivelmente, limitações de relevo. Qual a solução? Mandatar alguém para o efeito. Contratar um advogado, convencer um politico, enviar um jornalista. Alguém que possa e saiba exercer o direito de expressão em termos convenientes, não permitindo confusões entre os deveres estritamente profissionais e os deveres associativos do seu presidente. Mesmo quando a confusão só existe na cabeça dos outros.Kossovando
"A pior depressão resulta de um banho de estupidez que diariamente não conseguimos evitar. A ecologia deveria começar por aí" - Bôda (e quem é o Bôda?)
domingo, 31 de outubro de 2010
A mulher de César
Quando é discutível o associativismo institucional de certas profissões/funções, é fundamental saber agir com cautela. Há certos profissionais que, segundo a vox populi, para umas coisas não deveriam passar de meros funcionários públicos como os outros todos, mas para outras já não deveriam poder exercer livremente a sua liberdade de expressão porque têm uma especial responsabilidade social e estatutária de deverem dar o exemplo. Ou seja, normais nos direitos, mas especiais nos deveres. Neste paradoxo de base, uma associação com funções também sindicais dificilmente poderá ser devidamente presidida por quem se encontre limitado nessa função por, simultaneamente, ter que desempenhar outra função onde o direito de expressão sofre, compreensivelmente, limitações de relevo. Qual a solução? Mandatar alguém para o efeito. Contratar um advogado, convencer um politico, enviar um jornalista. Alguém que possa e saiba exercer o direito de expressão em termos convenientes, não permitindo confusões entre os deveres estritamente profissionais e os deveres associativos do seu presidente. Mesmo quando a confusão só existe na cabeça dos outros.Burrice não paga IVA a 23%
Há mais de 30 anos que o 25 de Abril - dizem - trouxe a liberdade de expressão. Há mais de 30 anos que há liberdade para tudo menos para destruir a liberdade. Valores? Quais valores! Liberdade é tudo, o resto é nada! Fora com esses coirões que não fazem nada e nos querem pregar moral e nos obrigar a comportarmo-nos de maneira que não nos apetece, contra a liberdade de não fazermos nenhum a que temos direito. Fora com os privilegiados da velha senhora! Fora com o padres! Fora com os militares! Fora com os juízes! Fora com os funcionários públicos! Acabem com essa gente! Esses gajos que se dizem santos, papam hóstias e violam rapazinhos. Essa corja que não faz nada e só fala em patriotismo e morrer pela pátria! Pátria, essa doença mental do antigamente que matava o povo nas ex-colónias. Já dizia o Mário Mata há 30 anos: um parque de campismo especial de corrida para os senhores militares, é inacreditável! E esses juízes? Esses senhores que demoram 3 horas a chegar a uma audiência e 3 anos a dar uma sentença! Fogueira! Fogueira com eles todos! Cortem-lhes a mama, matem-nos à fome, ponham-nos no lugar! Que é pr´a malta viver à vontade, em liberdade! Livre do trabalho, livre da preocupação e livre do stress. Haja é dinheiro! O quê? Não há dinheiro? Querem-me despedir? O Bin Laden anda a meter bombas? O Estado não me paga a reforma? Mas que é isto? Já não respeitam a lei? Temos que ir para Tribunal, é? Felizmente que ainda há juízes que não deixam o Estado fazer o que quer, era só o que faltava! Ninguém ensina esses gajos que as bombas não resolvem nada, que o valor da paz é essencial para a vida na terra? Era mandar para lá uns padres e uns militares a apoiar. Que é deles afinal? É melhor é chamarmos uns políticos, uns jornalistas e alguns advogados e está tudo resolvido. Lá seguiremos nós cantando e rindo, desde que a batata quente não nos toque. Liberdade de expressão sim mas, acima de tudo liberdade de inteligência. Sejamos livres de inteligência, essa coisa que só atrapalha.domingo, 17 de outubro de 2010
Cantigas a martelo e foice

quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Dona Hilária no Kosovo
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Agitação e adrenalina no Kosovo

Nova Iorque, a cidade que nunca dorme, tem desde quinta feira concorrência à altura. Há uma outra cidade no mundo ainda mais agitada em que as pessoas não páram quietas, nem dormem com tamanha agitação. Essa cidade é... Gjilan, no Kosovo. Entre 5 e 10 de Outubro, 5 tremores de terra dos jeitosos, entre outros 26 que ninguém sentiu. Tudo com epicentro, não no meio do atlântico mas sim no meio da dita cidade. O resultado é, por enquanto, uma dúzia de ziguezagueantes rachas nas paredes de tão resistentes casas, construídas pela mais rápida e eficiente construção civil chinesa. Depois de morar em zonas sísmicas como Lisboa, Algarve e Açores durante anos e anos, foi preciso vir para o Kosovo para sentir a casa como um bass-sub woofer durante intermináveis e psicadélicos segundos, na iminência de ter que correr para a rua num lindo pijama com padrões inenarráveis. Talvez o melhor seja passar a dormir de capacete e de colete blindado à prova de telhado. Fiquei fã deste site http://www.emsc-csem.org/#2 .
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Desqualificação europeia

terça-feira, 5 de outubro de 2010
Tiradas forenses

O treino e formação dos advogados da praça kosovar está presentemente a cargo de uma associação escandinava que vai fazendo o seu melhor para a melhoria da qualidade dos barristas em actividade. Muito há ainda por fazer e nem sempre tem havido a devida adaptação à cultura balcânica, o que dificulta a obtenção dos resultados pretendidos e vai dando o flanco a cómicas historietas forenses.
Nas suas doutas alegações, o defensor referia, efusivo: “Perante os factos aqui provados ainda posso compreender que a vítima se sinta lesada, traumatizada, indignada perante o que passou. Já aquele senhor, que nem sequer é da família da vítima, não se percebe porque está tão indignado e protesta tanto contra o meu cliente”. Eis senão quando é interrompido pelo Juiz que o instrui a tratar “aquele senhor” por “Senhor Procurador”, se não fosse pedir muito.
Claro está que pouca piada terá esta situação quando comparada com outras passadas em Portugal (como esta que passo a descrever a pedido de vários leitores portugueses não juristas aqui do Kosovo). Ocorreu durante um julgamento de um estupro (abuso sexual não violento de moça em idade núbil por aproveitamento da sua pouca experiência de vida) na comarca do Peso da Régua, há um bom par de anos atrás.
O Procurador interpela a testemunha: “O senhor quando chegou à porta do estábulo viu que a vítima copulava com o arguido, não é verdade?” Responde a testemunha: “Não, não! O c... que pulava era o dele! O dela estava sentado no meio do feno!”
sábado, 2 de outubro de 2010
Pirataria on the record
Era uma vez uns líderes europeus que decidiram cortar nos salários da função pública. Acharam a coisa mais natural do mundo: a função pública é do Estado e do dinheiro do Estado, quem sabe é o Estado, legitimamente representado pelo governo. Se o Estado não tem dinheiro corta 5% ou 10% nos salários e assunto resolvido. Com base nesta lógica que a poucos deve fazer comichão (excepto aos visados, claro está!) já ouvi um Zézinho, já com idade para ter juízo e representante patronal, referir na televisão que "as medidas são acertadas no sector público mas que infelizmente o corte de salários não é ainda possível no sector privado." Independentemente desta afirmação (principalmente o ainda) ter com certeza provocado alguma urticária no CCS (camarada Carvalho da Silva) e afins, há duas coisas que me deixam perplexo: em primeiro lugar, estamos num inovador estágio da humanidade. Por mais de vinte séculos de cultura ocidental nunca ninguém ousou deitar para o caixote do lixo o princípio do cumprimento pontual dos contratos, junto com valores como a palavra, a honra, a dignidade, enfim algo que distingue os humanos da restante animalada circundante. Nem Átila, o mais bárbaro dos Hunos! Todavia agora, moda nova: se não há, não se paga ou então, modifica-se unilateralmente o contrato e… assunto encerrado. Imagine-se agora então que o zé pagode se vira para o banco e, precisamente com o mesmo argumento, diz: "não tenho dinheiro, a partir de agora decido cortar no pagamento da prestação da minha casa". Se valesse o princípio da equiparação do particular ao Estado (quando não está este dotado de ius imperii, como acontece numa material relação de prestação laboral) qual seria o Tribunal que condenaria o particular no pagamento integral de tal prestação? Mas não vale, porque pode quem manda. O Estado de Direito no seu melhor.Em segundo lugar, o que mais me preocupa não é a conduta frontalmente violadora do Estado de Direito acima descrita mas sim que ninguém se indigne com esta vergonha. Pelos vistos em toda a Europa só existe um contrato não modificável unilateralmente por alteração das circunstâncias: é o contrato eleitoral.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Gato escondido
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Solidariedade inter-tesos
Perguntou o meu colega finlandês, com um ar atónito, se era verdade que Portugal tinha emprestado dinheiro à Grécia há uns meses atrás quando esta entrou no buraco. “Parece que sim”, respondeu o meu colega grego, entre risadas indisfarçáveis. No meio da minha indesculpável ignorância que resulta do meu presente afastamento físico da realidade portuguesa, só consegui reagir como o outro antes de ingerir a cicuta, “só sei que nada sei”. Pelo exposto, peço encarecidamente aos cérebros da economia que me confirmem essa “notícia” e que, caso seja verdadeira, me expliquem como reagir aos meus colegas, quando eles me voltarem a interpelar com assunto tão técnico a actual. Muito obrigado.O bigode virtual
Nos saudosos anos 70 (porquê saudosos? Porque já passaram!), perguntava-me uma amiga brasileira: “porque é que os portugueses usam bigode?” como eu não usava, achei estranha a pergunta. Porém, ao escrutinar os jornais e revistas da época verifiquei que pelo menos nos futebolistas era cada tiro, cada melro, cada buraco, cada minhoca. Com os anos as modas passam e lá se foram os bigodes de revolucionários e proletários substituídos pelas carinhas larocas de golfistas, empresários europeus e jovens agricultores. Todavia, ao raparem o bigode, e pouco habituados ao frio que resulta da falta do apêndice capilar bem junto do arfar nasal, o espaço entre o lábio e o nariz enrijeceu de vez, como se atacado por botox. Não é coisa grave, uma vez que em Portugal (ao contrário dos Estados Unidos) só é sério (e é levado a sério), quem não mostrar muito os dentes. Quanto muito os maxilares inferiores, nunca os superiores! Por isso, quer os jornalistas, quer os políticos foram - e ainda são - acérrimos seguidores da moda do bigode virtual que ainda por cima esconde, amiúde, dentes tortos, amarelos e cariados. Dá-se alvíssaras a quem tiver já enxergado, por dois segundos que seja, os maxilares superiores de Miguel Sousa Tavares, Manuela Moura Guedes, etc, etc, enquanto botam faladura na televisão; ou os maxilares superiores de Passos Coelho, Francisco Assis, Silva Pereira, Morais Sarmento, Jaime Gama, Dias Loureiro, Manuel Alegre, etc, etc, etc., enquanto se dirigem ao país. Pois é. Há excepções: do cigarro ao sorriso cintilante quando o táxi do partido aumentou de tamanho; e da baba e do perdigoto ao mesmo sorriso cintilante antes de virar presidente. Mas como diria o gabiru, "o que a minha amiga brasileira queria sei eu! O que ela queria era acabar com o bigode virtual dos políticos e jornalistas e, como é dentista, emigrar para Portugal e virar magnata! Oh lá se não era!" O qu' tu queres sei eu!
Foi já algum tempo que se tornou famoso aquele sketch do Gato Fedorento tão subtil que ainda muitos se lembram dele (que pode ser visto no You Tube - como aliás tudo hoje em dia, excepto o fim da crise): uma senhora dona lady dirige-se a um gabiru e pergunta-lhe as horas, ao que este lhe responde “O que tu queres sei eu!”. A transeunte insiste na mesma pergunta manifestando-se incrédula perante tão abstronça observação, mas o estiloso não desarma, e num tom jocoso repete: “o que tu queres sei eu!”. Ao fim de tanta insistência, a dama desarma e revela, antes de abandonar o local, que o que ela queria era exactamente o que o marmanjão pensava mas como ele não andava nem desandava, mais valia ir embora. E ficaram ambos a chuchar no dedo.quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Que filhos de uma pata
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Telefone zombie
Pizza espiritual
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Cavalera Kosovar
Eis-me de visita ao Brasil, um país ainda renitente em reconhecer o Kosovo. O reconhecimento é paulatino, uma vez que em São Paulo se reconhece pelo menos alguma beleza na águia da bandeira Albanesa que ondula também em cada casa kosovar. Directamente da bandeira Albanesa para a marca de uma griffe de moda brasileira, certamente mas sem o pagamento de direitos autorais. Deixem só os Kosovares (ou mesmo os Albaneses) saberem da novidade! Vai dar bronca pela certa! Enquanto isso, para quem quiser visualizar a nova colecção 2010, de t-shirts a cuecas, vide www.cavalera.com.br.quinta-feira, 22 de julho de 2010
Vagas na EULEX para juiz internacional

Mais uma vez aqui volto ao periódico anúncio: abriram vagas para juízes criminais e civis no Kosovo no âmbito da EULEX. Candidaturas até 13 de Agosto, início de funções em Setembro/Outubro. Tens mais de 5 anos de juiz? Gostas de invernos cheios de neve? No sítio do costume: http://www.eulex-kosovo.eu/en/jobs/international.php
A decisão sobre a independência do Kosovo

A Sérvia, certa da sua razão sobre a questão da independência do Kosovo e perante tanta acusação de barbarismo, colocou os tanques de lado e recorreu à justiça para que a independência do Kosovo fosse dada sem efeito. Cerca de um ano após a entrada da acção no Tribunal Internacional de Justiça em Haia (ICJ), eis a tão ansiosamente esperada decisão: “A declaração de independência do Kosovo não viola o direito internacional”. Porreiro, pá! A título de curiosidade eis outras declarações que também não violam o direito internacional: “Olivença é nossa!”, “Viva o Benfica!”, “Abaixo o fascismo!”, “Os Açores são nossos!”, “Liberdade nas SCUTS”, “Eu reconheço o Principado da Fuzeta!”, “Eu sou o rei do Kosovo e arredores!”, “Eu é que sou o presidente da Junta”. Quem se sentir melindrado já sabe que tem legitimidade para pedir ao ICJ que decida... mas eu aviso já que ganho a acção. O efeito prático é o mesmo (zero) mas, a acção, quem a ganha sou eu. Em resumo, uma decisão em que se faz a justiça de nada se decidir de relevo. Ficam uns contentes porque ainda não perderam a guerra, ficam os outros contentes porque acham que a ganharam. Com tribunais que não derimem conflitos - ou que não resolvem os verdadeiros conflitos - está para breve o “golpe de asa” diplomático que acabará por resolver a questão (aguardemos mais um par de meses e ver-se-á o resultado, e mais não digo). O que vale é a última instância de recurso que ainda um dia acabará por substituir os tribunais que decidem decidir... tecnicamente – o bicho da fotografia ao lado, o famoso Paul!
Novo Portal de Justiça Europeia

Este site é interessante para quem gosta de direito comparado e é uma ótima ferramenta de trabalho. Vale a pena explorar
terça-feira, 13 de julho de 2010
Bulgária sem dislexias
Na viagem para Sófia deparei-me com uma pequena povoação rural, hoje absorvida enquanto parte da grande Sófia metropolitana. O vilarejo surpreende pela igrejazinha ortodoxa, o ambiente tranquilo e sossegado, a caminho de Pernik. O seu nome é Bela Voda. Soube depois que não é única no mundo. Também há Belas Vodas no norte da Eslovénia, na Macedónia, na Sérvia central e até na Rússia, sempre enfiadas entre florestas e montanhas. E porquê? Porque Bela Voda significa Água Branca e, naturalmente, os mais alvos riachos correm pelas mais selvagens montanhas. Fica assim a singela informação.
Já em Sófia, apesar da União Europeia, o granito maciço e os símbolos do antigamente continuam imponentes, as paradas militares continuam tradicionais, o edifício do Tribunal com os seus leões, expressa profundidade nos seus ortodoxos vitrais e até os pratos da alta cozinha se assemelham a pelotões do exército, não tão vermelho assim.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Tributo à minha PPU (personal protection unit)
Coitado do Boss

A responsabilidade de um superior hierárquico decorre da lei penal. No entanto, disposições específicas no nosso código penal só existem para protecção do subordinado e na perspectiva do subordinado (causas de exclusão da ilicitude). Como se as categorias de superior e de arguido não combinassem no mundo real. Credo!
Legislações existem, porém, em que especificamente se tipificam as condições necessárias à responsabilização do superior. Por exemplo na seguinte, aqui em tradução livre: “Um superior é criminalmente responsável pelos actos de subordinados se o superior sabia ou tinha razões para saber que o subordinado cometeu ou estava prestes a cometer tal acto e ainda assim, não o evitou ou o não puniu”.
Dir-se-á que serão disposições tecnicamente desnecessárias uma vez que uma correcta exegese do conceito de autoria (material e moral, directa ou indirecta) para tanto basta. Sem dúvida, mas apenas num mundo tecnicamente perfeito, com actores judiciais tecnicamente perfeitos. Como isso não existe, a responsabilização de superiores hierárquicos mostrar-se-á sempre, na prática, enebriada em mantos de reais ou virtuais motivações pessoais e/ou políticas, uma vez que a acção visível e o seu resultado provêm sempre do subordinado e, na maior parte dos casos, apenas dele.
Ao invés, com disposições específicas a este respeito afastar-se-iam os fantasmas das falsas suspeições e proteger-se-iam os superiores diligentes em detrimento dos que costumam assobiar para o lado, cobrindo-se de máscaras feitas não apenas de ignorância e de inacção, mas também de dúvida e de impunidade. Proteger-se-iam também os subordinados, dividindo-se o bolo da culpa em precisas e justas fatias. Proteger-se-iam finalmente os actores judiciais que têm que lidar com tão delicadas e mediáticas matérias, na sua decisão de investigarem, acusarem ou arquivarem processos.
E pergunto eu: isso interessa a alguém? Interessa a todos, para além do mais, também em cada crime de genocídio que é investigado e julgado mundo afora, para não mencionar qualquer crime organizado em relação ao qual a prova é a facilidade que se conhece.
sábado, 3 de julho de 2010
Nunca digas desta água não beberei

Confissão

Soltando a franga

"Cantando" à chuva

Mais tomates e menos fruta

Benesses da Magistratura emigrada

quinta-feira, 24 de junho de 2010
República Masculina

