quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Novo mapa judiciário - Sempre alerta


Antes de mais, digo já que concordo. Já chega de comarquinhas interiores em que o solitário juiz julga estilicídios, servidões, extremas e marcos soterrados além de uns condutores embriagados de tratores e uns pilha galinhas, enquanto nas cidades maiores se apanham julgamentos intermináveis de crime organizado com advogados ainda mais organizados, share-holdings e outras esquisitices que tais, resultado da evolução normal do mundo moderno. E enquanto isso, sobram juizes num lado, e sobram processos no outro. A redistribuição é portanto tão necessária quanto a contingentação. 
Porém, falta acertar-se alguns pormenores. Por exemplo, deverá a velha distinção juizes rurais/ juizes urbanos dar lugar a uma outra do tipo juízes de sofá/ juizes maratonistas? Uns com lugar cativo de sócio, casa-trabalho/ trabalho-casa e outros a acorrerem diariamente aos fogos a mais de 50km de distância, quando e se necessário fôr? 
E estes últimos a pagarem do seu bolso as despesas das deslocações considerando-se estas como deslocações de e para o local de trabalho (móvel)? 
Durmam os distintos magistrados e verão o resultado! Por outro lado, sendo caixeiros-viajantes já não terão que suportar o regime de exclusividade de funções?
E quanto à contingentação? Isso será quando a crise for declarada extinta…. ou os porcos tiverem asas.




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