domingo, 24 de maio de 2009

Em busca da forma perdida

Foto: Palavras para quê? O exemplo da harmonia inter-étnica - sela à cowboy e botas de montar à índio! 




A natureza dos ingredientes aqui utilizados na fabricação do pão kosovar tem a peculiaridade – ou talvez não – de conferir ao gastrónomo (ou melhor, ao gastrófilo), a forma do próprio pão: bem redondo e inchado.

Na busca do graal para esse problema vim a verificar, em visitas a vários ginásios em Gjilan, que estes adoptam o “regime de mesquita”: horas para homens e horas para mulheres. Isso significa que qualquer ginásio alterna, durante o mesmo dia, entre um insuportável fedor a perfume e um insuportável fedor a cavalo – com todo o respeito para com os equídeos. Não me parece assim coisa interessante.

Procurei ténis de mesa. Em Prishtina encontrei uns 20 amantes da modalidade (assim como eu) que se reunem diariamente para treinar num ginásio enorme, e sem regime de mesquita. Treinei com umas adolescentes durante duas horas e passei a maior parte do tempo a recolher as bolas que passavam por mim, quais meteoritos enfeitiçados (ou “efeitiçados”) e a fugirem sempre a tempo da minha raquete. Soube depois então que se tratava da selecção turca que se encontrava a estagiar em Prishtina. Menos mal.

Encontrei finalmente a modalidade certa. É um mixing de cavalo sem arções e de ginástica passiva. Extremamente fácil: eu mando e ele faz a ginástica. O stress de não ir ao chão, e o sol abrasador, encarregam-se de derreter os michelins laterais. (www.valiranch.com)

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