
Eu tive um sonho! Um sonho em que existia um prémio Nobel – ou Oscar, ou coisa assim – na área da justiça, o qual seria atribuído a quem apresentasse o projecto mais interessante. O prémio seria organizado a nível Europeu e destinar-se-ia a quem “inventasse” qualquer coisa que, de alguma forma, fosse original, e que pudesse ser exportado como modelo para o resto da Europa. Podia ser na área do funcionamento dos tribunais, da procuradoria, dos registos e notariado, da advocacia, etc, desde que pudesse vir a contribuir para o avanço da justiça a nível europeu. Se os engenhocas portugueses ganham tantos prémios pela sua inventividade nata, porque não os juristas, ou quem lida diariamente com a justiça? O mais interessante é que não seriam os governos a concorrerem mas sim pequenas equipas de gente que, autónoma e espontaneamente se juntariam, gente que lida diariamente com as questões concretas da justiça: um dado tribunal, um grupo de procuradores, uma equipa de advogados, de funcionários judiciais, de guardas prisionais, etc. Uma espécie de projecto na hora de um Tribunal XXI. Que maravilha! Apesar de - nesse sonho - terem sido uns polacos na área prisional a ganhá-lo.
Mas de repente uma nuvem negra se aproximou: com a disponibilidade e espírito gregário que é comum encontrar-se nesse “mundo jurídico” português, é mais que evidente que se formariam milhentas equipas com outros tantos milhentos projectos; se algumas dessas equipas proviessem de instituições oficiais, juntar-se-lhes-iam mais 6 meses de burocracia para a obtenção da sempre necessária autorização, antes da resposta final consubstanciada num mais que previsível e redondo “não”.
E desta forma se esfumou o sonho!
Felizmente acordei e verifiquei que, ao contrário da nuvem negra que não passava de especulação pessoal, tinha o meu computador aberto na página http://www.coe.int/t/dghl/cooperation/cepej/events/EDCJ/Cristal/default_en.asp .
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