
Na manhã deste sábado irrompeu pela janela um apelo da natureza. Com o acesso cortado a algumas das zonas populacionais sérvias por virtude das comemorações do Vidovdan, resolvi fazer uma incursão pela zona fronteiriça a leste, caracterizada pela ruralidade e pela beleza natural. Não querendo abusar da forma física (que é pouca, por enquanto), resolvi fazer-me acompanhar do meu amigo Nissan Terrano de serviço numa aventura 4 X 4, assim como de uma espantosa máquina fotográfica XPTO. Infelizmente porém, a máquina não faz o fotógrafo (portanto, ao contrário do normal, a culpa não é da raquete).
Foto 1: O acesso ao castelo em ruínas oferece a opção: ou a pé, ou por fotografia. Escolhi a segunda.
Perto da fronteira tive que ser acompanhado por polícias fronteiriços kosovares, assim evitando levar uma rajada caso, por engano, viesse a apontar a câmera para alguma montanha sérvia. Isto porque quem fotografa montanhas sérvias pode ser espião, e os tiros de aviso para espiões costumam ser particularmente rasos ao solo.
Para além disso, ninguém melhor que o polícia fronteiriço para conhecer bem o terreno. A par das belas papoilas vemelhas e do mato verdejante, ainda existem, com alguma frequência, aquelas “plantações” escondidas que, quando pisadas, fazem click e BUM! Depois o departamento seguinte, ou é o da cadeira de rodas, ou o do São Pedro!
Aldeias perdidas no meio do nada, tartarugas a atravessar a “estrada”, galinhas com cabelinho à Nuno Gomes, castelos do tempo anterior aos turcos, antigos monumentos à tecnologia, vales plenos de florestas, prados imensos, plantações de tabaco, riachos, etc.
Foto: Galinha com penteado particular. 



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