sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Istanbul, eterna capital otomana


Monumental, nela abunda o negócio de ouro e de artigos de contrafacção. O Grand Bazaar parece agora o mercado azul da Praça de Espanha, tamanha a fajutice de bugigangas que ali tentam impingir. A praça de Sultanahmet continua igual (pelo menos desde há 22 anos, quando a conheci) e ali se continuam a encontrar inúmeros gatos à caça de corvos desprevenidos e inúmeros engraxates à caça de turistas ensapatados.

A parte nova e a parte asiática da cidade cresceram bastante, especialmente em restaurantes, cafés e shopping centers, mas mantêm a traça original turca que as caracteriza. O povo pareceu-me triste e distante, ao contrário de há duas décadas: nem a milenar arte do negócio e da barganha parece motivar mais os comerciantes, embora continuem todos a falar pelo menos 10 frases de cada uma das línguas do mundo. Menos afáveis e incomodativos, mais polidos e frios, talvez mais europeus... ou, talvez melhor ainda, mais modernos e globalizados.








Fotos: Alguém se opõe atento ao decurso de uma romântica cerimónia matrimonial na praça Sultanahmet.


Diga-se finalmente que a minha opinião sobre esta cidade foi francamente condicionada pela aculturação otomana que sofri durante o último ano mas posso afirmar que, se Istanbul fosse a capital do Kosovo, não seria estranho por demais.


Foto abaixo: Um romântico casal idoso dedica-se ao seu desporto favorito também na praça Sultanahmet, desporto esse homenageado por uma conhecida marca italiana de artigos desportivos.



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