
Após ter tomado o cemitério de volta à sua posse, por sugestão dos seus amigos juristas, o Prefeito Odorico mostrou assim que, quem afinal manda no seu cantão é ele e não o Tribunal. Afinal foi ele a quem o povo elegeu.
E não é que, uns meses passados, o tal de Tribunal o intimou a largar o cemitério de uma vez por todas porque afinal quem tinha direito a lá estar eram alguns outros ainda vivos - exequentes - e não os mortos - executados e enterrados?
Esperto que só ele, convocou uma manifestação para a frente do cemitério no dia agendado para a execução, assim impedindo, dificultando e publicitando a injusta e anti-democrática execução.
Debalde. O juiz de execução decidiu adiar a tomada do cemitério e mandou a polícia ocupá-lo em determinado prazo.
O Prefeito ficou piurço, pensou, pensou e não saiu nada.
Um dia antes do prazo, pelas 4 da manhã, um enorme petardo explodiu no cemitério e o que era um cemitério virou um pasto.
Nem para os exequentes, nem para o coitado do Prefeito que se fartou de chorar com tão horrenda acção terrorista.
Três dias depois, sem ninguém perceber como nem porquê, o Prefeito, que tinha sido eleito pelo povo, pediu demissão.
Se não é para mandar, afinal para quê ser prefeito?
Moral da história: é o que faz acreditar em jagunços!
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