
A campanha, isenta de acordos prévios, dura apenas 10 intensivos dias. Durante o dia, milhares de cartazes são colados barbaramente em todos os lugares possíveis e imaginários. Durante a noite, os mesmos são barbaramente arrancados, alegadamente por equipas de campanhas opostas.
E assim se está no Kosovo: sem governo (após quebra da anterior coligação) e sem presidente (demissionário após declaração de inconstitucionalidade de existente acumulação de cargos). Estamos portanto perante um inovador sistema político denominado “Madaílico”, também conhecido como “em piloto automático”, nunca antes visto senão na seleção portuguesa de futebol. Posso assegurar que tem funcionado e que não se nota muito a diferença no dia-a-dia. Talvez este sistema possa vir a inspirar novos cortes no combate à crise, nomeadamente no que respeita, não apenas a institutos públicos inúteis mas também a cargos de igual jaez.

Foto do lado: o candidato a deputado por Gjilan, o conhecido... Oku Damer.
(Desculpe: o nome correcto é Omer Daku, engano-me sempre no nome).
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