sábado, 9 de abril de 2011

E agora a importância da língua portuguesa

A conferência no Parlamento Europeu começou com um aviso prévio da mesa: "podemos falar na língua que quisermos porque dispomos de tradução simultânea...". Coisa boa, pensei eu durante dois segundos até ouvir o resto da frase, "... excepto em português".
Após sussurrar vernácula expressão que aqui não reproduzo, imediatamente varri com o olhar todos os gabinetes envidraçados dos intérpretes: lá estavam 3 em cada gabinete (gregos, espanhóis, etc.), armados de auscultadores, prontos para a guerra. No gabinete português lá estavam 2 abandonados objectos brancos - uns monitores cabeçudos dos gloriosos anos 80 - e nem vi'valma.
Já me tinham dito que os tradutores de português em Bruxelas costumam ter na sua maioria um sotaque tipicamente Paulista e Carioca, dependendo da cidade de onde provêm. Mas entre um português sambado e um holandês cuspido ou um grego macarrónico, não tenho dúvidas qual preferiria ter ouvido naquela conferência.
Algo vai mal - e não é, nem no reino, nem da Dinamarca!
(penso que aumentando a fotografia ainda se conseguem vislumbrar os dois referidos objectos)

Sem comentários:

Enviar um comentário