Para não me repetir, remeto para o que nessa distante época aqui se observou.
Porém, o aberrante mas enraizado costume de celebrar derrotas por parte dos Sérvios não se resume à batalha de Kosovo Polje, perdida contra os turcos otomanos em 1389.
Descobri recentemente uma outra batalha travada em 1809 numa colina de Chégar, sita a uma hora do Kosovo, perto da cidade de Nish. Contra quem? Contra os turcos otomanos, naturalmente.
Quem perdeu a batalha? Os Sérvios outra vez. Dessa vez um general, de nome Sindjelitch, conseguiu matar 6 mil turcos num único segundo. Num segundo? Mas como?????
Quando se encontrava cercado por 6 mil otomanos dentro de um forte junto com mais 3 mil Sérvios, decidiu bravamente fazer explodir tudo e todos, incluindo o próprio, dinamitando o enorme paiol de munições e explosivos que ali se encontrava. Realça-se o presumível esclarecimento e bravura dos soldados Sérvios quanto ao teor da explosiva decisão de suicídio colectivo do seu heróico general.
No fim, os turcos decidiram erguer uma torre comemorativa misturando as caveiras dos vencidos com argamassa, a qual ainda hoje se mantém no local, tudo devidamente conservado... pelos Sérvios.
Com tantas batalhas em Portugal para comemorar, nunca nos passou pela ideia erguer um monumento em Alcácer-Quibir, organizar peregrinações anuais ao local e - porque não? - reclamar a posse dessa cidade do território Marroquino, enquanto parte impagável do nosso passado histórico.

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