
No Kosovo o Presidente é eleito pelo parlamento. A constituição impõe regras muito próprias e detalhadas sobre tal eleição, nomeadamente no que respeita a prazo e a quorum. Por peripécias muito próprias de quem conhece estas paragens, no momento da votação as costumeiras "chica-espertezas" e manigâncias políticas levaram a melhor e uma incrível vontade de tomar café levou inúmeros deputados a abandonarem o parlamento. Na lógica do "quem está está, quem não está estivesse" a votação fez-se. O que se seguiu, adivinha-se. O presidente toma posse; a posse é impugnada no tribunal constitucional (do qual faz parte o nosso Almiro Rodrigues). Sai a decisão. É dada razão aos impugnantes e o presidente diz que não se demite, ou seja, que não acata a decisão judicial. E agora quem quiser que descalce a bota. Guerras? Granadas? Nada disso. Protestos e manifestações? Naturalmente. Mas nada que no fim não se resolva com um cafezinho. Sem stresses que a dívida soberana não tem vencimento a curto prazo como noutros lados.
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